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Dia de morrer aos poucos

Dia de morrer aos poucos, que será lançado dia 14/04/2004, 19h, no Hall de CCE-B, na UFSC, reúne um pouco mais de trinta poemas de Sigval Schaitel, que após diversas aparições em coletâneas, revistas e concursos, tem seu primeiro livro publicado. A temática do livro é ampla, narrando tanto a crueza da vida em locais isolados quanto a de uma urbanidade desviada. Se ao longo deste livro o leitor reconhecer um local, certamente será para vê-lo com outros olhos, olhos que passam pela claustrofobia de corredores de armazéns às vívidas descrições agonizantes: pus, vômito, fumo, bebida e o sangue podre que vaza como no poema Práxis, revelando a realidade palpável da vida, próxima demais do leitor para que este possa não senti-la. Dia de morrer aos poucos é sobre todos esses momentos agonizantes quando ainda estamos vivos. Um título ambíguo, pois apesar da morte aos poucos o livro é vigoroso em seu relato, desde a luta contra a máquina de escrever, em Liquefeito, até as venezianas que caem aos pedaços no poema A velha. Este é o segundo livro lançado pela Spectro Editora, de Florianópolis, que entrou em cena ano passado com o livro Hino da Tormenta, de Charles Bukowski.

Sobre o Autor

Sigval Schaitel nasceu em 19/11/1974, em Joaçaba, Santa Catarina. Em 1999 foi selecionado no 3º. concurso literário de conto e poesia do Sinergia, com o poema 27 urubus ao pôr do sol, publicado no mesmo ano em Florianópolis. Em 2000 publicou o poema Alergia, na Revista Poité, também de Florianópolis, e em 2002 tornou a publicar na mesma revista os poemas 324.6, Poema 4, Poema 3, Diário e O porco sabe quando vai morrer. No final de 2002 tornou a ser selecionado e publicado no 4º. concurso literário de conto e poesia do Sinergia, com o poema Dia de morrer aos poucos. Conta também com alguns poemas publicados na Ciberarte. Em 2003 traduziu o livro de poemas de Charles Bukowski, Hino da Tormenta. Agora em 2004 a Spectro Editora lança seu primeiro livro Dia de morrer aos poucos, onde, além de alguns poemas já conhecidos do público, possui dezenas de poemas inéditos.

Schaitel fala sobre a vida, a morte e seus diversos momentos de agonia - A Notícia, 28/04/2004.