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Os textos aqui disponíveis foram coletados do site do Nupill

Memórias Póstumas de Brás Cubas

CAPÍTULO XCV / FLORES DE ANTANHO

ONDE ESTÃO ELAS, as flores de antanho? Uma tarde, após algumas semanas de gestação, esborou-se todo o edifício das minhas quimeras paternais. Foi-se o embrião, naquele ponto em que se não distingue Laplace de uma tartaruga. Tive a notícia por boca do Lobo Neves, que me deixou na sala e acompanhou o médico à alcova da frustrada mãe. Eu encostei-me à janela, a olhar para a chácara onde verdejavam as laranjeiras sem flores. Onde iam elas as flores de antanho?

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